Ok, vou partilhar como tudo aconteceu a 22 de Maio de 2013.
Na semana anterior a esse dia estava com dormência da cintura para baixo no lado direito, não sentia a pele ao tacto em toda essa área corporal e pensei que pudesse ser devido a algum mau jeito que eu tivesse dado à coluna e logo logo devia passar, por isso deixei andar.
O que é certo é que lá passou após 5 dias. Passou mas no dia a seguir a ter passado, fiquei com um problema de visão, só do lado esquerdo, em que deixei gradualmente de ter visão periférica e fiquei com uma visão em túnel acompanhada de dor ocular e fortes dores de cabeça desse lado esquerdo também. Depois de 3 dias assim, numa tarde instalou-se uma névoa cinzenta e deixei de ver do lado esquerdo, foi quando achei que se calhar seria melhor ir ao hospital... E fui, mas só depois de sair do trabalho e fui às urgências do Hospital de São João.
Fui logo atendida e reencaminahda para a oftalmologia, fiz TAC, e estava tudo normal aparentemente até a visão! apesar de me porem um poster cheio de textos à frente e eu apenas ver uma folha em branco... o médico não sabia mais o que fazer dentro da sua especialidade e recomendou que eu ficasse lá durante a noite ou voltasse à urgência no dia seguinte para ser vista por um médico neurologista, porque àquela hora (20 horas) já não tinham serviço de neurologia.
O que é certo é que lá passou após 5 dias. Passou mas no dia a seguir a ter passado, fiquei com um problema de visão, só do lado esquerdo, em que deixei gradualmente de ter visão periférica e fiquei com uma visão em túnel acompanhada de dor ocular e fortes dores de cabeça desse lado esquerdo também. Depois de 3 dias assim, numa tarde instalou-se uma névoa cinzenta e deixei de ver do lado esquerdo, foi quando achei que se calhar seria melhor ir ao hospital... E fui, mas só depois de sair do trabalho e fui às urgências do Hospital de São João.
Fui logo atendida e reencaminahda para a oftalmologia, fiz TAC, e estava tudo normal aparentemente até a visão! apesar de me porem um poster cheio de textos à frente e eu apenas ver uma folha em branco... o médico não sabia mais o que fazer dentro da sua especialidade e recomendou que eu ficasse lá durante a noite ou voltasse à urgência no dia seguinte para ser vista por um médico neurologista, porque àquela hora (20 horas) já não tinham serviço de neurologia.
Claro que eu não ia passar a noite lá e voltei no dia seguinte. O mesmo médico oftalmologista chamou de imediato um médico neurologista, um interno que em poucos minutos me apresentou àquela que será a minha companheira na saúde e na doença, na alegria e na tristeza até que a morte nos separe. Sim, um jovem médico simpático e com a mania que era engraçado (não estou a criticar!, ele esforçava-se), que pegou no seu cartão de acesso ao hospital para testar as cores que eu via, que pediu para eu apertar as mãos dele com toda a força que eu tivesse, que me perguntou todo o histórico familiar, e que me disse que dali já não saía e que ele ía preparar uma cama para mim. Se eu não tivesse namorado até acharia piada à boa disposição do jovem médico, mas perguntei "Internada? porquê? não basta medicar-me com alguma coisa e pronto? e vou pra casa, vou trabalhar, vou continuar a minha vidinha normalmente? e ele "tem que fazer exames para confirmar as nossas suspeitas" e eu "mas... mas... suspeitas? já tem um diagnóstico? o que pensa que isto é então? ao que ele me responde num direto e sincero olhar e num espaço de segundos que até hoje se perpetuam na minha memória: "você tem esclerose múltipla."
Sim, PONTO FINAL, não foi um "você pode ter", foi um "você tem". Aquele jovem sem qualquer exame objetivo, sem me conhecer de lado nenhum, ou apenas após 20 minutos de me conhecer, deu a sentença que me foi confirmada após 7 dias, com os resultados da ressonância e mais posteriormente, reforçada com os resultados da punção lombar.
Sim, PONTO FINAL, não foi um "você pode ter", foi um "você tem". Aquele jovem sem qualquer exame objetivo, sem me conhecer de lado nenhum, ou apenas após 20 minutos de me conhecer, deu a sentença que me foi confirmada após 7 dias, com os resultados da ressonância e mais posteriormente, reforçada com os resultados da punção lombar.

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